Um Homelab (laboratório doméstico) é um ambiente computacional montado em casa, utilizando hardware físico (servidores, PCs antigos, mini PCs, Raspberry Pi), no meu caso PC Antigo "foto ao lado/acima", para simular, testar e aprender sobre infraestrutura de TI, redes e serviços. Ele funciona como um laboratório seguro onde o usuário pode "quebrar" coisas, experimentar novas tecnologias, gerenciar dados e hospedar serviços próprios, sem riscos para ambientes corporativos.
O objetivo principal é a aprendizagem prática e a hospedagem pessoal (self-hosting). Usos comuns incluem: - Estudos e Certificações: Praticar Linux, Docker, Kubernetes, redes (CCNA), virtualização (Proxmox, ESXi) para desenvolver habilidades profissionais; - Armazenamento e Backup: Servidores de arquivos (NAS), como TrueNAS ou XPEnology, para backups centralizados; - Media Center: Hospedar Jellyfin ou Plex para streaming de vídeos e músicas; - Automação Residencial: Rodar o Home Assistant para controlar dispositivos inteligentes; - Hospedagem Pessoal: Ter nuvem própria (Nextcloud), servidor web ou servidores de jogos (Minecraft).
Vantagens: Aprendizado Prático e Rápido: Adquirir experiência "mão na massa" que é difícil conseguir em ambientes de produção de trabalho; - Controle de Privacidade e Dados: Os dados não ficam em nuvens públicas (Google/Dropbox), garantindo soberania e segurança; - Economia a Longo Prazo: Evita mensalidades de serviços em nuvem (Netflix, Dropbox, servidores VPS); - Ambiente Seguro de Testes: Permite criar máquinas virtuais, destruir e recriar sem consequências; - Customização: Montagem e configuração totalmente adaptadas às necessidades do usuário.
Desvantagens: Custo Inicial: Necessidade de investir em hardware (servidores usados, discos rígidos, switches); - Consumo de Energia: Dependendo do hardware (servidores empresariais antigos), a conta de luz pode aumentar consideravelmente; - Manutenção e Tempo: Exige tempo para configuração, atualizações, troubleshooting (solução de problemas) e monitoramento; - Ruído e Espaço: Servidores em rack podem ser barulhentos e ocupar espaço físico, exigindo planejamento do ambiente doméstico; - Falta de Alta Disponibilidade: Sem o investimento correto em redundância, se o servidor der problema, o serviço fica indisponível, diferentemente da nuvem.
Atualmente com o Proxmox como Sistema Operacional e 3 VMs (TrueNAS, Ubuntu Server e Windows 10)
O Proxmox Virtual Environment (Proxmox VE) é uma plataforma de gerenciamento de virtualização de código aberto, baseada em Debian Linux, que permite consolidar múltiplos servidores físicos em uma única infraestrutura. Funciona como um hipervisor "bare-metal", o que significa que é instalado diretamente no hardware físico.
Site do Proxmox →
O TrueNAS é um sistema operacional de armazenamento de dados (NAS - Network Attached Storage) de código aberto, amplamente reconhecido pela sua robustez e uso do sistema de arquivos ZFS, que garante a integridade dos dados. Ele permite transformar um computador comum ou servidor antigo em um repositório centralizado, seguro e de alto desempenho para armazenar, proteger e gerenciar arquivos.
Site do TrueNAS →
O Ubuntu Server é uma versão do sistema operacional Linux, baseada no Ubuntu, projetada especificamente para operar como servidor em ambientes de infraestrutura, nuvem (cloud), contêineres e data centers. Ao contrário da versão Desktop, o Ubuntu Server não possui interface gráfica (GUI) por padrão, focando em desempenho, eficiência de recursos e gerenciamento via linha de comando (terminal).
Site do Ubuntu Server →
O Windows 10 é um sistema operacional da Microsoft, lançado em 2015, projetado para unificar a experiência em computadores, notebooks e dispositivos 2-em-1, oferecendo uma interface familiar com menu Iniciar clássico, alta compatibilidade de software/hardware e atualizações automáticas contínuas. É ideal para trabalho e lazer, não possue suporte oficial desde outubro de 2025.
Site do Windows →Atualmente tenho 4 serviços rodando na VM Ubuntu Server com o Docker (Portainer, Gitea, Minio e PostgreSQL)
OBS:. Os serviços podem estar offline por ser um ambiente doméstico
O Portainer é uma plataforma de gerenciamento leve, baseada em interface gráfica web (GUI), projetada para simplificar a administração de contêineres Docker, Docker Swarm e Kubernetes. Ele funciona como uma camada visual sobre a linha de comando (CLI) do Docker, permitindo que usuários gerenciem ambientes locais ou remotos de forma intuitiva.
Acessar o Portainer, autenticação 2 fatores →
O Gitea é uma plataforma de hospedagem de repositórios Git leve, rápida e de código aberto, ideal para quem deseja auto-hospedar seus projetos. É uma alternativa ideal quando a privacidade (não querer o código na nuvem de terceiros) e o baixo consumo de recursos são mais importantes do que ter uma ferramenta "tudo-em-um" corporativa. Ele é frequentemente chamado de uma "versão mais leve do GitLab ou GitHub".
Acessar o Gitea →
O MinIO é uma solução de armazenamento de objetos (object storage) de alto desempenho, compatível com a API do Amazon S3, de código aberto (open-source) e concebida para infraestruturas nativas da nuvem. Ele permite que empresas e desenvolvedores criem seu próprio armazenamento em nuvem em servidores privados (on-premise), Kubernetes ou nuvem pública.
Acessar o MinIO →
O PostgreSQL é um sistema de gerenciamento de banco de dados relacional (SGBD) de código aberto, robusto e altamente extensível, focado na conformidade com padrões SQL e integridade de dados. Serve para armazenar, consultar e gerenciar dados de forma confiável em aplicações complexas, sendo ideal para transações de alto volume e sistemas que exigem alta disponibilidade.
Site do PostgreSQL →